Dando uma geral nos cds e afins que vão se acumulando com o passar de minha vida,encontrei essa entrevista de 2007,em Nova Olinda Ceará.isso foi bem quando lancei o Coisa De Preto e me trouxe lindas lembranças.
Lá na TV Casa Grande,que também é fundação-Memorial do Homem Kariri,existe um trabalho feito por crianças que é de cair o queixo.eles são muito inteligentes e produtivos;inclusive essa entrevista foi feita por três dessas crianças depois do show.
Essa mesma moçada é que fez o dvd de Cátia de França..eles tocando Ana Júlia(dos los hermanos)com ela é uma coisa muito linda de ver!!!(nos extras do dvd).Vale a pena ver!!enfim..
Quando Guinga recebeu uma demo daquela cantora de cabelo rastafari em Natal (RN), em 2006, imaginou que nada tinha a ver com ele. Mas foi só a potiguar Khrystal Saraiva Santos, de 26 anos, entoar uma de suas músicas para convocá-la a fazer números em seu show (que seria) instrumental. Não satisfeito, voltou a Natal e tocou violão em duas faixas (Baião de Lacan e Influência de Jackson, parcerias com Aldir Blanc) do CD de estréia de Khrystal, Coisa de preto, ode ao coco com tinturas da embolada ao funk.
- Gosto do lado B das músicas, sou da MPB do rock - diz ela.
O disco, uma esmerada produção independente (www.khrys.tal.zip.net) que custou R$ 65 mil, segundo o produtor José Dias, vendeu 1.200 cópias até agora. Lançada no programa de Inezita Barroso, Viola, minha viola, da TV Cultura paulista, Khrystal prepara novo show para São Paulo no fim do mês e é focalizada no terceiro programa da série, Destino Brasil - Música, apresentado por Pedro Luis, no Canal Brasil.
- Não acho que sou coquista, mas queria trabalhar com a atmosfera do coco. Adoro Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Elino Julião, tenho paixão por Cátia de França, a quem não se dá o devido valor. E acho incríveis as quebradas rítmicas do Jacinto Silva - diz.
O repertório escolhido a dedo, sem uma faixa desperdiçada, abarca estas preferências. Do discípulo de Gonzaga, Dominguinhos, no raro coco Sete meninas (com Toinho Alves, do Quinteto Violado) ao fornecedor de Jackson, Rosil Cavalcanti, em Coco do Norte, de 1955. Elino Julião comparece com Forró da Coréia (com Oliveira Batista), crivado de atabaques e guitarras. Da paraibana Cátia de França, Khrystal singra Quem vai quem vem, coco embolado que vira funk, e Lá vem Batista, um rockoco nada rococó, de guitarras roncantes. E de Jacinto Silva são dois quebra-línguas castiços, de tirar o fôlego, Quadra e meia e Coco do M (com Zé do Brejo).
O curto-circuito eletroacústico percorre o disco, a começar da faixa-título, da própria Khrystal com Tertuliano Aires ("Coisa de preto/ todo mundo tem/ esse molejo/ do seu jeito"), um rock de guitarras pesadas, que deságua em coco e samba, com uma citação rapeada de As cidades, de Chico Science. O ancestral coquista potiguar Chico Antonio (1904-1993) comparece na releitura turbinada de Usina. Outros convocados são Lenine (Coco da mãe do mar, com Siba), Chico César (Sem ganzá não é coco) e Zé de Riba (www.sem, com Rolmildo Soares), que abre num discurso rapeado e não dispensa guitarras, nos arranjos bem calibrados de Franklyn Nogvaes.
Casada com o produtor José Dias, com quem tem um filho de 1 ano e 10 meses chamado Jackson Luiz Brasileiro (homenagens a Jackson do Pandeiro, Gonzaga e Tom Jobim), Khrystal ralou sete anos em barzinhos do circuito alternativo após ter saído de casa por divergir do pai, ligado à música tradicional. Surpreende ao citar suas influências:
_ - Minhas cantoras preferidas são Elis Regina e Leny Andrade, apesar de não terem a ver com o disco. Morro por elas. E Egberto Gismonti, gosto demais dauele homem. Meu gosto é muito variado. Pena é o coco, que era para ser lugar-comum do nordestino, ter virado ET para o grande público por causa da política das rádios.
O que se viu no palco do Teatro de Cultura Popular, na sexta-feira passada, quando a cantora potiguar Khrystal fez o show de lançamento de seu primeiro disco, Coisa de Preto, foi uma artista madura, completa. Muito à vontade, ela dominou com facilidade a cena, e com o microfone na mão cresceu no palco, tomou conta de todos os espaços e não deixou o público sequer piscar os olhos. Segura do faz, ela brincou com voz, ora suave ora forte, rodopiou como uma autêntica coquista, mas enfatizou, ‘‘não tenho pretensão de ser uma intérprete de coco, esse CD é apenas uma homenagem a esse ritmo potiguar’’. No final, com a platéia já de queixo caído com o seu desempenho, Jackson Luiz, filho dela com o produtor cultural José Dias, subiu no palco e deu um show de espontaneidade, característica inerente a quem ainda não passou de um metro de altura, arrancando gargalhadas do público e deixando a mãe num misto de desconserto e orgulho.
Meio Elza Soares. Um pouco de Maria Rita. Comparações como estas podem até surgir. Mas, é inegável também, perceber a construção de uma identidade única, e uma personalidade musical que não deixa a desejar a nenhum outro nome, tenha ele assinatura local ou de outras dimensões. Talvez, tivesse Khrystal nascido em um estado onde os holofotes da cultura estão mais voltados para ele, como Rio de Janeiro ou São Paulo, sua voz já tivesse encontrado eco pelo país.
Geralmente, a boa produção de um CD - este levou mais de um ano para ser entregue ao público - nos leva a pensar que o empenho do artista, e seus parceiros, chegou ao máximo durante os exaustivos meses de ensaio e gravação em estúdio. Mas, no caso de Khrystal, a grande surpresa é a superação. Pequena em estatura, mas gigante na postura de palco, a cantora consegue uma façanha que é digna apenas dos artistas que entendem a relação de encantamento que deve existir entre o interlocutor e sua voz. É como se ali, do alto daquele palco, ciente do fazer artístico e de sua responsabilidade, ela conseguisse elevar todos ao mesmo patamar. Impossível não bater palmas, impossível não balançar os pés, e sentir o coração no compasso da percussão e dos acordes ora acústicos, ora eletrônicos. Impossível não lamentar que o público do TCP embora atento e generoso era seleto demais, pequeno demais, para a dimensão da voz e do talento dessa cantora. Oxalá o Rio Grande do Norte aprenda a ouvir Khrystal e com isso, nunca mais deixe de se embalar com seu (en)canto.
Hayssa Pacheco e Sheyla Azevedo Da equipe do Diário de Natal
Pontos de venda dos CDS:
*Rio Center (da prudente e Natal Shopping)
*Livraria Do Campus Universitário/UFRN
*Bancas “Prática” e “Cidade do Sol”(Afonso Pena/Tirol)
*Sebo Balalaika(Gonçalves Lêdo/Centro)
Se você mora fora de Natal,envie seu email para
zede@digi.com.br e solicite o CD
Valor 15,00 Reais
Com 28 anos de vida e já com 09 de carreira,a cantora khrystal como a maioria dos artistas brasileiros,começou a se apresentar na noite,cantando hits de sua geração,sem nunca perder a via da tragetória da música popular brasileira.
Antenada com todos os sons e se dizendo intérprete da mpb do rock,nos últimos anos,mergulhou num trabalho de pesquisa no ritmo mais potiguar de todos(O CÔCO)e lançou em maio seu primeiro trabalho que contempla canções de Lenine,Dominguinhos,Guinga e Jacinto Silva,entre alguns nacionais e resgata Elino Julião,além dos novatos Galvão Filho e Romildo Soares,potiguares da melhor estirpe.
Paralelo ao trabalho de carreira e sentindo necessidade de se expressar como compositora,uniu-se a quatro cantores/compositores(LUIZ GADELHA,ANGELA CASTRO,SIMONA TALMA E VALÉRIA OLIVEIRA) e juntos criaram o projeto retrovisor,que nada mais é que uma ode a canção autoral.como primeiro fruto do projeto,khrystal e simona talma vencem o MPBECO-festival do beco da lama com a canção VOLTA consolidando a união e força do projeto, que visitou os quatro cantos da cidade,além de Mossoró e Ribeirão Preto/sp,mostrando suas canções autorais e confirmando que nem tudo está perdido na canção popular do Brasil.(José Dias/rodutor Cultural)
SOBRE O PROJETO RETROVISOR-À partir das composições próprias,cinco cantores/compositores(Luiz Gadelha,Ângela Castro,Valéria Oliveira,simona Talma e Khrystal)se uniram em função de abrir mercado para divulgação dessas composições na cidade do Natal/RN e onde mais os quisessem.com carreiras distintas,decidem as temporadas do projeto naturalmente,obedecendo só as regras do coração.o projeto é itinerante e já percorreu vários pontos da cidade.Foi criado em 2006 e um ano depois,lançaram o primeiro CD:PRA QUE SERVE A MÚSICA? Que teve seu lançamento em Natal(05/2007) e Ribeirão Preto/SP.Qualidade e Sinceridade musical,é a essência desse trabalho.